Prioridades do varejo para o crescimento futuro

2016-12-19T11:59:36-03:0019 dezembro, 2016|Produtividade de Vendas|

As prioridades do varejo mudaram, e hoje é necessário pensar não só no agora e sim no futuro. No meio de uma recessão econômica no Brasil, o setor começa a se transformar e buscar a inovação, seja trazendo novas tecnologias ou mesmo mudando a forma de realizar sua gestão de pessoas. Essas são apenas algumas das novas prioridades do varejo para 2017. Mas, por que investir com um cenário tão desfavorável? E por que investir em algo a longo prazo? Agora é hora de pensar também no futuro, não apenas apagar o fogo, mas planejar como será depois dele.

Em uma pesquisa realizada pelo Centro de Inteligência Padrão (CIP) para o Ranking NOVAREJO 2016, com cerca de 300 empresas de varejo, foram elencadas as 16 prioridades para o crescimento futuro e, entre elas, estão desde desenvolvimento e treinamento dos funcionários, análise de dados dos consumidores, atração e retenção de funcionários até corte de custos operacionais e iniciativas de sustentabilidade.

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Separamos algumas prioridades do varejo citadas na lista e vamos explicar como investir nessas áreas, qual a importância de implantar essas mudanças, principalmente de gestão de equipes de vendas, no seu negócio, além de mostrar como essas boas práticas podem aumentar a produtividade no varejo tanto agora como também no futuro.

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DESENVOLVIMENTO E TREINAMENTO DOS FUNCIONÁRIOS

De todos os pontos listados, o desenvolvimento e treinamento dos funcionários foi uma unanimidade: 89,7% dos entrevistados no Ranking NOVAREJO disseram que esse é o principal investimento a ser feito para promover o crescimento futuro. Principalmente para os lojistas.

Pode parecer estranho para muitos varejistas, mas a gestão da equipe de vendas, principalmente no investimento em treinamento, realmente é a principal saída para tentar driblar a crise, afinal, você depende dos vendedores para que o seu produto venda. Mesmo sendo algo com muita procura, o vendedor é a peça-chave para que o consumidor leve os produtos da sua marca. Então, por que não investir na sua mão de obra, que é o que você tem de mais precioso?

A linha de frente é quem entrega o resultado para o cliente e, por isso, deve ser prioridade, bem treinada, conhecer bem os produtos e ter maneiras de convencer o cliente de que a loja tem o que ele precisa e muito mais. Isso aumenta a produtividade também. Quer um exemplo de como isso está dando certo?

O prêmio Melhores Empresas para Trabalhar GPTW NOVAREJO 2016, que reconheceu 50 redes de varejo de médio e grande portes pelas práticas em gestão de pessoas, revelou que 34% das premiadas investem, em média, mais de 100 horas de treinamento por ano.

Claro que o custo com treinamento pode ser alto e, em um ano difícil para o varejo, em que a probabilidade é que feche com queda de 4,3%, economizar é a palavra-chave. Uma alternativa é deixar de lado os treinamentos presenciais, que têm um custo alto com transporte, alimentação e estrutura, e iniciar treinamentos online, realizados pelo celular.

A pesquisa “O Panorama do Treinamento no Brasil 2015”, realizada pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento, a ABTD, e divulgada no início deste ano, revelou que as corporações investem cerca de R$ 1,38 milhão por ano em treinamento e desenvolvimento.  A tecnologia na gestão da equipe de vendas está acontecendo de diversas formas. De acordo com a pesquisa da ABTD, apenas 24% do total de cursos EAD contam com professores. Já o autotreinamento lidera o segmento com 76%.

As técnicas de e-learning funcionam para muitas áreas, mas exigem que o funcionário tenha, à sua disposição, um computador e tempo para ficar sentado por pelo menos uma hora fazendo atividades e se aprofundando, o que se torna uma dificuldade para o varejo. Não há como disponibilizar essa infraestrutura e tempo para os colaboradores, uma vez que, quanto mais tempo parado, menos vendas. Então, qual a melhor solução? O mobile learning.

A técnica de mobile learning consiste em usar o celular como uma ferramenta de aprendizagem, assim como é o computador. Empresas como a SER já desenvolveram aplicativos como o SER Casting, que disponibiliza uma área de treinamentos de equipe que podem ser incluídos pelo próprio gestor e em diversos formatos, como vídeos, apresentações, quiz, entre outros, que podem ser feitos em um tempo bem mais curto e podem ser revistos e refeitos quantas vezes forem necessárias, fazendo que a equipe tenha um alto desempenho de vendas no varejo.

A vantagem do mobile learning para o varejo é que os vendedores podem usar o app no horário de almoço, em uma pausa e até em casa. Além disso, o treinamento pode ser revisto sempre, porque está ali, na palma da mão. Isso faz com que a equipe tenha um alto desempenho das vendas no varejo. A tecnologia na gestão da equipe de vendas deve ser prioridade.

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VANTAGENS POR MEIO DE NOVAS TECNOLOGIAS

Investir em inovação é sempre um desafio para toda empresa. No varejo, não seria diferente, ainda mais hoje em dia, em que a demanda de ferramentas tecnológicas é enorme e quem não se atualiza acaba, sim, ficando para trás. Entre os entrevistados, 75,9% deles elegeram essa como a 4ª maior prioridade para 2017.

Mas, quais tecnologias na gestão da equipe de vendas e no ambiente físico estão disponíveis para o varejo hoje? Quais as que valem a pena investir? Não é muito caro? Tudo isso passa pela cabeça do varejista e é normal, principalmente quando se trata de colocar dinheiro em algo novo, que pode ou não dar certo. Já falamos aqui no blog sobre o impacto de algumas tecnologias no varejo. Agora, vamos explicar brevemente algumas delas e outras que estão surgindo.

1. Etiquetas RFID

A tecnologia de RFID (em inglês Radio Frequency Identification ou, em português, Identificação por Radiofrequência), embora não seja novidade, pretende substituir a já conhecida leitura do código de barras, que identifica qual é o produto e o seu preço. Popularizada em sistemas como o de pagamento automático de pedágios, o RFID é um método de identificação por de sinais de rádio capaz de armazenar dados. É possível, por exemplo, ao término das compras no supermercado, fazer uma única leitura do carrinho e validar todos os produtos, sem precisar passar item por item no caixa, de uma única vez.

2. Beacons

Estes dispositivos, chamados beacons, são aparelhos que usam uma tecnologia Bluetooth para se conectar com os celulares e emitir avisos. Um dos benefícios da tecnologia beacon é medir o fluxo de movimentação dentro do espaço físico do estabelecimento e informar em quais espaços as pessoas ficam mais e por quanto tempo. Dessa forma, fica mais fácil entender o fluxo de pessoas e medir a taxa de conversão da loja (o que foi vendido). Como resultado, pode-se definir a melhor a estratégia para atrair o consumidor. É possível acompanhar os movimentos em relatórios diários ou painéis em tempo real.

3. Gestão via Mobile

É importante que o gestor tenha todos os dados na palma da mão para ter resultados mais rápidos e corrigir algo com a equipe o quanto antes. Para isso, aplicativos como o SER Casting reúnem dados como o desempenho de cada colaborador em forma de gráficos, para saber se ele já atingiu a meta ou o quanto foi vendido de cada produto. É possível, ainda, comparar o desempenho de cada um e descobrir, quem sabe, um talento, alguma pessoa que esteja se saindo muito bem e merece uma chance de promoção ou bonificação.

Num case do app, um franqueado da rede O Boticário, que usa o app em 15 lojas em Campinas, aumentou em 66% o número de metas batidas depois que as funcionárias começaram a ter controle das suas vendas e treinamentos direto no celular.

Oferecer o treinamento via mobile, conhecido como mobile learning, ajudou o lojista a diminuir em até 20% o tempo gasto para realizá-lo, além de gerar uma economia de R$ 532 mil no ano. Investir em aplicativos assim permite que o treinamento no varejo aconteça com mais frequência e, assim, haja mais colaboradores bem treinados e melhor remunerados. Isso diminui, automaticamente, a taxa de rotatividade e aumenta a produtividade no varejo.

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ATRAÇÃO E RETENÇÃO DE FUNCIONÁRIOS

Reter talentos é sempre um desafio, mas, no varejo, em que a rotatividade de funcionários é mais comum, a situação é ainda mais complicada. Por isso, essa é a prioridade de 69% das 300 maiores empresas de varejo do país. O turnover não é novidade, mas exige que algumas atitudes sejam tomadas para que ele não seja alto a ponto de gerar grandes problemas, principalmente para o crescimento futuro da empresa.

No estudo Melhores Empresas para Trabalhar GPTW NOVAREJO 2016, que premiou 50 redes de varejo, a rotatividade média voluntária dessas companhias alcançou os 15%, enquanto o varejo registra, em média, 40%.

Para reter talentos não basta apenas oferecer um bom salário. São diversos fatores que ajudam, como treinamentos, benefícios e horários flexíveis. Mas, o que os funcionários valorizam vai além disso. O estudo mostra que as oportunidades de crescimento atraem 49% dos colaboradores, seguido por qualidade de vida, valorizado por 24% dos colaboradores das 50 companhias. Alinhamento de valores foi citado por 12% dos funcionários, ao passo que remunerações e benefícios são atrativos para 10% deles. Estabilidade foi mencionada por 3% dos colaboradores.