Conheça a história e evolução do varejo no Brasil

2020-09-18T10:33:37-03:0014 junho, 2018|Sales Performance Management|

Passamos por um momento de profundas mudanças, que devem acrescentar novos pontos à evolução do varejo no Brasil.

O comércio é uma forte atividade e sofre transformações de acordo com o desenvolvimento e com a adaptação da sociedade. Conhecer a história e a evolução do varejo no Brasil ajuda a compreender um pouco do comportamento do consumidor, como ocorreu a sua estruturação ao longo dos anos e quais são as tendências para o futuro.

Neste post, abordaremos toda a história do varejo no nosso país para que você entenda como se deu essa evolução, além das mudanças mais recentes provocadas pelas adaptações necessárias após a chegada da COVID-19.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, leia este artigo!

Um breve resumo

A história do varejo no Brasil começou no período colonial, quando surgiram os primeiros armazéns. A cultura de varejo perdurou na sociedade nas épocas das plantações de café, algodão, cana de açúcar e muito mais, nas quais os consumidores adquiriam os produtos em pequenas quantidades.

Com o passar do tempo, o varejo passou por uma grande evolução influenciada pela globalização e pelo impacto das tecnologias e da internet. Inicialmente, em 1950, a venda em balcão deixou de existir, dando espaço para a liberdade de o consumidor escolher sozinho as suas próprias mercadorias. Mais adiante, a tecnologia e a internet transformaram a relação entre vendedor e consumidor, permitindo que as vendas acontecessem virtualmente, por meio de sites e redes sociais.

Além disso, com toda essa evolução, o varejo tem se tornado um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo, buscando sempre estratégias e investimentos para alcançar novos clientes, fidelizar os antigos e aumentar as vendas e, consequentemente, o faturamento do estabelecimento.

A linha do tempo

Selecionamos algumas datas que marcaram a transformação do varejo no Brasil para exemplificar a evolução pela qual o mercado passou.

1500 – 1530

Colonização portuguesa: os portugueses fizeram índios de escravos para extrair as riquezas naturais do Brasil e vendiam-nas como matéria-prima e como diversos produtos.

1649

Ano de fundação da Companhia Geral do Comércio do Brasil. Até então, existiam apenas empórios que vendiam itens importados.

1808

Ano de chegada da família real ao Rio de Janeiro. Com isso, surgiram as primeiras lojas de luxo na cidade.

1884 – 1959

Chegada de, aproximadamente, 5 milhões de imigrantes que auxiliaram no surgimento de vendedores ambulantes, feiras livres e armazéns.

1900 – 1930

Começo do processo de industrialização no Brasil.

1908

Ano de inauguração do primeiro magazine brasileiro: as lojas Pernambucanas.

1953

Ano de surgimento dos primeiros supermercados brasileiros no modelo de autosserviço; algo parecido com o modelo americano de supermercados, que já existia desde 1920. O primeiro supermercado brasileiro foi inaugurado em São Paulo e levava o nome de “Tecelagem Paraíba”.

1966

Ano de inauguração do primeiro shopping center do Brasil: o shopping Iguatemi, em São Paulo.

1992

A primeira loja virtual do Brasil é lançada pelo Magazine Luiza.

1995

A conexão com a internet para fins comerciais no Brasil é liberada pelo Ministério das Comunicações. A partir daí, inicia-se o e-commerce no Brasil.

2000

Surgimento da banda larga no Brasil. Esse foi um marco para o fortalecimento do e-commerce brasileiro.

2013

Plataformas online e offline passaram a funcionar de maneira complementar: o conhecido varejo omnichannel.

2015

Um ano desafiador para as empresas, devido à crise econômica enfrentada pelo país. O aumento no desemprego e a inflação em alta abalaram a credibilidade e diminuíram o ritmo de compra e venda, provocando uma retração de 4,3% no varejo, o pior quadro desde 2001, segundo dados do IBGE.

As mudanças provocadas pelo novo coronavírus

Os negócios que ainda não tinham se firmado no digital foram obrigados a aquecer esse mercado com a chegada do coronavírus. A principal medida adotada para conter a disseminação da doença foi o isolamento, o que abriu espaço para as compras on-line.

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Muitas pessoas começaram a adquirir produtos pela internet, inclusive itens de necessidade básica ― comida e remédios, por exemplo. Essa mudança também provocou o aumento no uso de pagamentos digitais. A adquirente de cartões Cielo observou uma elevação no sistema de pagamento por link de 200%.

Ao mesmo tempo, a preocupação com uma crise econômica iminente e as incertezas em relação a um futuro próximo fizeram muitas pessoas reduzirem os seus padrões de consumo, seja por medo da perda de renda, seja para guardar dinheiro, seja, até mesmo, como consequência da redução de salário ou da demissão.

Entenda um pouco sobre as mudanças e tendências no varejo provocadas pela pandemia.

Mudança de hábitos

Em primeiro lugar, já observamos em supermercados a presença de totens ou borrifadores com álcool 70% para a desinfecção das mãos ao entrar no local. Além disso, é possível que haja um uso contínuo de máscaras, como já é hábito em alguns países, como o Japão. O compartilhamento de objetos de uso pessoal, como celulares, copos e canetas, deve ser abolido.

Por isso, como consequência, dificilmente veremos as demonstrações gratuitas em supermercados e em lojas de alimentos. Também há uma preocupação com a prova de roupas, havendo a necessidade de adotar medidas de desinfecção nos provadores.

Design das lojas

A facilidade de contágio pela COVID-19 aumentou os cuidados com a higiene e está provocando, nas lojas físicas, uma readequação dos espaços. Por isso, locais de convívio estão adaptando o seu conceito para passar a ideia de limpeza e de segurança.

Por isso, devem predominar lojas mais claras e arejadas, com o uso de muito vidro. O uso de madeira na composição dos espaços já vem sendo repensado. Também há o aumento do uso de plantas nos locais, como forma de quebrar a sobriedade, trazendo mais cor, vida e humanizando o espaço.

Fim dos caixas

A distância necessária entre pessoas para diminuir o risco de contágio faz com que elas evitem filas. Isso traz uma tendência de diminuição da presença de caixas nos comércios.

Os meios de pagamento devem migrar para tecnologias, como uso de links, carteiras digitais e serviços contactless.

Consumo consciente

Uma das grandes reflexões trazidas pela quarentena é a necessidade de consumo desenfreado. Embora as redes sociais tenham apresentado um mercado cheio de novidades e que acelerou muito as compras por impulso, essas necessidades estão sendo revistas não só no Brasil, mas mundialmente.

A exigência de isolamento fez com que muitas pessoas repensassem os seus padrões de compra e o impacto que provocam em suas vidas, passando a valorizar mais as experiências do que o produto. Além disso, outra possível tendência decorrente dessa mudança de comportamento é o consumo colaborativo, reforçando a sustentabilidade e os modelos de acesso a bens.

Valorização do comércio local

A preocupação em fomentar lojas de bairro e pequenos negócios, que foram diretamente afetados pela paralisação das atividades durante a pandemia, pode criar um novo espaço para esses empreendimentos.

Por meio de um atendimento mais personalizado e de detalhes, como entregas e fidelização, abrem-se novas oportunidades de valorização dos negócios de bairro, com delivery realizado por bicicleta e pedidos feitos diretamente por telefone ou WhatsApp próprio.

O e-commerce atual no Brasil

Mesmo com o cenário de instabilidade econômica no país, o setor já mostrava um forte desenvolvimento. De acordo com o relatório NeoTrust, o e-commerce brasileiro cresceu 22% em 2019 em relação ao ano anterior, com um faturamento de R$ 75,1 bilhões.

Esse número deve-se em boa parte à participação do público feminino, responsável por 52,1% das compras no ano, embora essa parcela de audiência tenha apresentado um ticket médio menor do que os homens. Para diminuírem os impactos do isolamento social provocado pela pandemia em 2020, muitas empresas conseguiram fazer a transição para vender pela internet ou reforçaram esse canal de vendas.

Segundo dados do Compre & Confie, o faturamento dos e-commerces brasileiros em abril foi 81% maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior, totalizando 24,5 milhões de compras online, com predominância do setor de Alimentos & Bebidas.

O m-commerce também é uma tendência importante a ser acompanhada. O termo refere-se às compras online feitas por dispositivos mobile, como smartphones. Por isso, ao avaliarmos o uso maciço dos celulares como ferramenta para o dia o dia, o m-commerce merece atenção especial, por meio de sites responsivos e estruturas que facilitem a compra em telas menores.

De acordo com dados divulgados pelo Webshoppers, essa modalidade já responde a ⅓ das compras realizadas online, e é um dos principais responsáveis pelo crescimento do e-commerce no Brasil.

O consumo atual e a tecnologia

Hoje, os consumidores procuram verdadeiras experiências e preferem pagar mais para serem bem atendidos. Por isso, as lojas que querem atingir mais clientes e vender mais tentam, com o auxílio das novas tecnologias, satisfazer os clientes da melhor maneira possível.

As tecnologias fizeram com que a relação entre vendedor e consumidor se estreitasse, já que o cliente passou a manter um maior contato com o estabelecimento, enviando mensagens e sendo respondido com certa rapidez e com facilidade. Isso é cômodo tanto para o vendedor quanto para o cliente, que podem perguntar e responder quando quiserem e de onde estiverem.

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Além de beneficiar essa relação, a evolução da tecnologia e da internet permitiu que uma mensagem atingisse mais pessoas com uma enorme rapidez. Uma promoção, por exemplo, pode chegar às telas de inúmeras pessoas em questão de minutos, e caso essas pessoas compartilhem a informação, inúmeras outras a receberão e assim por diante.

Coletar, analisar e organizar dados de forma simples também foi um dos privilégios que a tecnologia proporcionou ao varejo. As planilhas foram deixadas de lado e substituídas por programas que fazem esses processos instantaneamente.

A Casting, da SER, é uma solução que faz esse tipo de procedimento. Com ela, é possível acompanhar o progresso de metas da loja e de cada vendedor, saber quais produtos foram vendidos, identificar o ticket médio, e mais; tudo isso por meio de gráficos com dados selecionados e organizados em poucos minutos, a qualquer momento e em qualquer lugar.

A tecnologia da Casting

Por fim, a Casting é um ótimo exemplo de tecnologia que auxilia o varejo, já que possibilita, também, a realização de treinamentos curtos e focados via smartphone. Portanto, isso minimiza encontros presenciais, que gastam cerca de 20% de um tempo que pode ser usado em proveito de outras atividades e que diminuem o faturamento.


Neste post, apresentamos um quadro completo da história e da evolução do varejo no Brasil, mostrando a transformação desse setor e as tendências atuais. Saber essas informações é essencial para preparar o seu negócio e para acompanhar as novidades, mantendo a competitividade.

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